Google Ads ou Meta Ads: qual escolher para o seu negócio?
Não é uma questão de qual é melhor, mas de em que momento da decisão de compra está o seu cliente. Explicamos como escolher com critério.
Não é uma questão de qual é melhor, mas de em que momento da decisão de compra está o seu cliente. Explicamos como escolher com critério.
É a pergunta que ouvimos em quase todas as primeiras reuniões: "devo investir no Google ou no Instagram?". A resposta honesta é que a pergunta está mal formulada. Os dois canais não competem pelo mesmo momento da decisão de compra — fazem trabalhos diferentes.
No Google, a pessoa já sabe que tem um problema e já está à procura de solução. Escreveu "canalizador urgente Lisboa" ou "melhor software de faturação". A intenção já existe e basta estar presente no momento certo. Por isso as taxas de conversão são mais altas — e o clique é mais caro.
No Facebook e no Instagram, ninguém estava à sua procura. A pessoa está a passar o tempo e a marca interrompe esse percurso com algo suficientemente relevante para a fazer parar. A intenção tem de ser criada. Por isso o clique é mais barato e a conversão imediata é mais baixa — mas o alcance de quem ainda não sabe que precisa de si é incomparavelmente maior.
Estes valores variam muito com o setor e servem apenas como ordem de grandeza. Num serviço local típico, um clique no Google custa entre 0,40 € e 2,50 €, enquanto na Meta fica entre 0,10 € e 0,60 €. Mas o custo por clique é a métrica menos importante da lista: o que interessa é o custo por contacto qualificado e, no fim, o custo por cliente.
É comum vermos a Meta gerar o triplo dos contactos pelo mesmo orçamento, mas com uma taxa de fecho bastante mais baixa. Depois de contas feitas, os dois canais acabam frequentemente com um custo por cliente semelhante — só que através de caminhos diferentes.
Quem vê o seu anúncio no Instagram hoje pode não clicar. Mas daqui a três semanas, quando precisar mesmo, vai ao Google e escreve o nome da sua marca. Essa pesquisa é barata, converte muito bem — e só aconteceu porque a Meta plantou a semente.
É por isso que, quando um cliente aumenta o investimento na Meta, vemos quase sempre subir o volume de pesquisas pela marca no Google. Atribuir esse resultado a um único canal é impossível, e é também por isso que olhar para cada plataforma isoladamente leva a decisões erradas.
Escolher o canal certo não serve de nada se a medição estiver mal feita. Sem conversões corretamente configuradas, não sabe qual dos canais trouxe cada cliente e os algoritmos otimizam para o objetivo errado. Antes de discutir Google ou Meta, garante que consegue responder a esta pergunta: dos contactos do mês passado, quantos vieram de cada canal e quantos fecharam?
Se não sabe responder, é aí que está o seu problema — e não na escolha da plataforma.
Pode, desde que cada canal receba orçamento suficiente para sair da fase de aprendizagem. Com verbas pequenas, dividir o investimento faz com que nenhum dos dois chegue a estabilizar.
Vale para marcas com público jovem e capacidade de produzir vídeo em quantidade. Como canal principal para geração de contactos em serviços, continua a ficar atrás do Google e da Meta no mercado português.

Em cerca de 48 horas dizemos-lhe o que está a funcionar, o que está a desperdiçar dinheiro e o que faríamos primeiro. Sem custo e sem compromisso.